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Controle Social da Frequência e Auxílio Transporte do IFRS foram tema de atividade da greve

Na última sexta-feira (10), os técnicos do IFRS Base ASSUFRGS, juntamente com alguns técnicos da UFRGS e UFCSPA, reuniram para discutir três temas, interseccionais e no contexto do IFRS: 1) Controle de Frequência, 2) Controle Social da Frequência e 3) Auxílio Transporte.

A atividade fez parte do cronograma semanal de atividades de greve e foi provocada porque muitos filiados, especialmente os que compõem o movimento paredista, tem relatado o recebimento de e-mails das coordenadorias de gestão de pessoas das unidades/campi, solicitando que os servidores informem diretamente os dias trabalhados no mês anterior, medida que acaba sendo uma verificação adicional que tensiona o direito de greve.

O controle de frequência foi tema, pois há quase um ano o IFRS alterou sua normativa interna gerando situações destoantes entre norma e prática, que colocam em risco a regularidade da jornada de trabalho dos TAEs e as sinalizações de solução sinalizadas pela gestão até o momento, em especial a Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP), não são tranquilizadoras e carecem de maior nitidez e diálogo com o movimento sindical.

Num primeiro momento, foi feita uma apresentação sobre a atual normativa de controle frequência vigente no IFRS. Após, foi discutido o sistema de controle social da frequência adotado, desde 2025, pelos TAEs da UFSC .Por último, a pauta foi o modo sem padronização que as CGP os campi têm solicitado informações sobre as idas ao trabalho dos servidores, para fins de não ocorrências de desconto no auxílio transporte.

Durante o debate, os participantes manifestaram que seria importante o IFRS buscar uma regulamentação melhor sobre o controle de frequência, com tratamento mais equiparado aos docentes EBTT e analisando o sistema adotado pela UFSC como um caso promissor. Tanto os docentes EBTT, como os TAES, da UFSC, tem seu trabalho acompanhado por um sistema interno de Plano de Trabalho Individuais (PIT) e, este último, com lançamentos até o final do mês dos dias trabalhados, em sistema próprio e com publicização dos dados, o que permite o controle social, inclusive a partir de comissões internas – e não apenas pela chefia imediata.

Quanto a verificação mensal do auxílio transporte, como na última reunião a DGP afirmou que o a verificação ocorria de forma padronizada, os presentes, de diferentes campi do IFRS, compararam os formulários e pontos questionados, e verificaram que tal padronização não ocorre e que há sobreposição de verificações se o servidor foi até o local de trabalho ou não, dificultando, principalmente, o direito de greve.

Estes e outros apontamentos da reunião serão sistematizados pela delegação do CLG e apresentados na próxima reunião com a reitoria do IFRS, a ser agendada nas próximas duas semanas.

A reunião contou com a participação de 25 TAEs do IFRS, dos 7 campi base Assufrgs, além de colegas da UFRGS, UFCSPA e dos coordenadores Paulo Faber e André Telles.