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Assembleia Geral: relato da 1ª reunião com o governo após início da greve e eleição da delegação para o CNG

Na quinta-feira, 16, na Sala 102 da FACED, a ASSUFRGS realizou mais uma Assembleia Geral de Greve, conduzida por Myrela Leitão, Andreia Duprat e Geni Maria. O encontro iniciou com os informes das comissões do Comando Local de Greve (CLG).

Entre os destaques, esteve a apresentação da Comissão de Memória do CLG sobre o projeto de criação de um Monumento ao 1º de Maio em Porto Alegre, na Praça da Alfândega. Frederico Bartz fez a leitura do histórico do movimento do 1º de Maio, iniciado na capital gaúcha, e apresentou a proposta de monumento, já aprovada pelo CLG e agora referendada por unanimidade pela Assembleia.

Ficou definido que a ASSUFRGS encabeçará a iniciativa de construção do monumento, que terá como objetivo recordar o pioneirismo do movimento operário gaúcho na promoção de atos públicos e marcar a Praça da Alfândega como espaço de memória das lutas da classe trabalhadora. O financiamento e apoio deverão vir de sindicatos, entidades políticas, organizações sociais e culturais que se identificam com essas bandeiras.

Ainda nos informes, a colega Sibila Binotto, servidora TAE da FACED, realizou a leitura da carta de apoio à greve dos técnicos da unidade, aprovada pela Confaced.

Reunião com o Governo Federal em Brasília

A Assembleia recebeu o relato direto da capital federal, feito pelos representantes da FASUBRA que participaram da mesa de diálogo entre o movimento grevista TAE e o MGI. A reunião foi conquistada após pressão dos grevistas, que ocuparam a entrada do ministério, e articulação junto à bancada do PSOL.

Entre os presentes, estava Maristela Cabral Piedade, Coordenadora-Geral da ASSUFRGS Sindicato. Segundo o relato da FASUBRA, a reunião não significou a reabertura das negociações. O MGI deixou claro que considera a greve um “abuso” e afirmou não ver descumprimento de acordo, mantendo posição irredutível.

  • O governo declarou que o RSC não será expandido para todos, tratando essa como proposta final.
  • Foi negado o reposicionamento dos aposentados.
  • Sobre a jornada de 30 horas, o MGI argumentou que, se fosse concedida aos TAEs, deveria ser estendida a todas as categorias do serviço público.

Em resumo, o posicionamento do governo foi de não atendimento à pauta. A FASUBRA reforçou que cabe à entidade a defesa da categoria TAE, que possui especificidades distintas dos demais servidores federais.

A Assembleia não aprofundou o debate sobre o retorno da reunião, mas aprovou por unanimidade a realização de um ato em frente à sinaleira da UFRGS, na Paulo Gama, como forma de protesto contra a ausência de negociações. Também foi aprovada, igualmente por unanimidade, a continuidade da greve na UFRGS, UFCSPA e IFRS.

Delegação para o CNG

A Assembleia aprovou os novos nomes que representarão a base da ASSUFRGS no Comando Nacional de Greve (CNG):

  • Ana Maris Carlesso
  • Ítalo Guerreico
  • Cauê Pacheco

Galeria de Fotos das atividades de Greve do dia 16 de abril:

2026.04.16- Assembleia