Notícia

Atividade de greve da ASSUFRGS encaminha criação de GT TAEs, Neurodivergência e Saúde Mental

Na semana passada (19), aconteceu a roda de conversa “TAEs neurodivergentes e saúde mental”, no auditório da ASSUFRGS. A atividade reuniu a categoria para debater os impactos das relações de trabalho e institucionais sobre a saúde mental da categoria, além da necessidade de construção de políticas permanentes voltadas à neurodiversidade nas instituições de ensino.

A mediação da atividade foi conduzida por Frederico Bartz, que destacou a importância de ampliar o debate sobre neurodivergência no ambiente de trabalho e fortalecer espaços coletivos de acolhimento, formulação política e construção de direitos para trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos em educação. “A neurodivergência ainda é muito invisibilizada nas instituições. Precisamos construir espaços permanentes de acolhimento, debate e formulação de políticas que garantam condições dignas de trabalho e permanência para os TAEs neurodivergentes”, destacou o mediador. 

Constituição de um Grupo de Trabalho TAEs Neurodivergência e Saúde Mental

Entre os principais encaminhamentos da roda de conversa, esteve a proposta da criação de um Grupo de Trabalho (GT) de Neurodivergência. O objetivo é que o GT possa construir ações permanentes voltadas à saúde mental, acessibilidade e condições de trabalho aos técnicos administrativos da educação neurodivergentes. O grupo deverá atuar no âmbito sindical e institucional, debatendo políticas de inclusão, acompanhamento laboral e formação sobre neurodivergência.

Sendo assim, foi encaminhada a formação inicial do GT sobre Neurodivergência da ASSUFRGS, composto por Frederico Bartz, Indiara Mattos Alves, Priscila Bascos, Pedro Luis Ammon Xavier e Ana Maris Carlesso.

Saúde mental, permanência e condições de trabalho nas instituições federais

Durante a atividade, participantes ressaltaram que, embora haja ingresso de trabalhadores cotistas com deficiência nas instituições, muitas vezes não existe acompanhamento adequado das condições de trabalho e permanência desses servidores ao longo da vida funcional. Também foi apontada a necessidade de produção de dados e indicadores sobre TAEs neurodivergentes, além da realização de seminários e espaços de formação sobre saúde mental nas universidades e institutos federais.

Outro tema debatido foi a atualização da Norma Regulamentadora NR-01, que passa a incluir riscos psicossociais relacionados ao trabalho a partir de 26 de maio deste ano. A discussão abordou a importância das políticas de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) e do fortalecimento das Comissões Internas de Saúde do Servidor Público (CISSPs) como instrumentos de construção coletiva de ações de prevenção e promoção da saúde no ambiente laboral.

A atividade integrou o calendário de debates da greve e reforçou a necessidade de que saúde mental e neurodiversidade sejam tratadas como pautas estruturantes na defesa de condições dignas de trabalho e de uma universidade pública mais inclusiva e democrática.