Campus Centro da UFRGS amanhece fechado em ação de greve da ASSUFRGS
Na manhã desta quarta-feira (10), servidores da UFRGS, UFCSPA e IFRS, organizados pelo Sindicato ASSUFRGS, realizaram o fechamento do Campus Centro da UFRGS como parte da greve nacional dos técnico-administrativos em educação. A paralisação, que já ultrapassa 100 dias sem avanços nas negociações com o governo federal, atingiu todas as unidades do Campus Centro — do quarteirão da Reitoria até a Faculdade de Direito.
Mobilização regional e apoio estudantil
A ação integrou-se a uma mobilização conjunta dos TAEs dos três estados do Sul (RS, SC e PR), com participação dos sindicatos Assufrgs, Assufpel, Assufsm, Aptafurg, Sintufsc e Sindiedutec, além do apoio de movimentos estudantis. Além das pautas da greve, o ato também denunciou o atraso no pagamento das trabalhadoras terceirizadas da UFRGS, consequência do bloqueio orçamentário imposto pelo Arcabouço Fiscal. O governo federal anunciou a contenção de R$ 23,7 bilhões em despesas discricionárias, sendo a Educação a terceira área mais afetada, com mais de R$ 1,6 bilhão em cortes.
Diálogo com a Reitoria e Assembleia Geral
Durante o fechamento, os grevistas dialogaram com a Reitoria da UFRGS para garantir a legitimidade da mobilização. Na Avenida Sarmento Leite, foi realizada uma Assembleia Geral Interestadual de Greve, que bloqueou o trânsito de veículos. Os encaminhamentos aprovados incluíram a continuidade da greve e a elaboração de um documento conjunto a ser entregue pessoalmente ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), no prédio da Receita Federal, conhecido como Chocolatão. Ao final da manhã, os portões foram reabertos e os manifestantes seguiram em marcha até o MGI.
Reunião com o MGI em Porto Alegre
A mobilização garantiu uma reunião com Richardi Fonseca, Superintendente Regional de Administração do MGI em Porto Alegre. O representante comprometeu-se a encaminhar o documento a Brasília, para que chegue às mãos da ministra Esther Dweck. O texto exige a abertura imediata das negociações entre o MGI e o Comando Nacional de Greve dos TAEs.
Greve Nacional das(os) TAEs
A ASSUFRGS afirma que o governo federal cumpre apenas a parte remuneratória do Acordo de Greve firmado em 2024. Entre os pontos pendentes estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), conquista histórica da categoria, mas cuja proposta atual exclui aposentados e servidores em estágio probatório, além de restringir o acesso e condicioná-lo à disponibilidade orçamentária. Também seguem sem implementação a redução da jornada para 30 horas e o reposicionamento dos aposentados.






