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“Mais mulheres nos espaços de decisão fortalecem a democracia”, destaca Fernanda Melchionna em debate sobre violência política de gênero realizado pela ASSUFRGS

Na última quinta-feira (18), a ASSUFRGS promoveu, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS, um debate sobre violência política de gênero com a deputada federal Fernanda Melchionna. A atividade de greve foi mediada pela colega Daniela Fonseca, Técnica-Administrativa em Educação do Campus Litoral Norte da UFRGS, graduada em Letras e Gestão de Cooperativas, feminista e vice-coordenadora do GEFEM.

Na abertura do encontro, Daniela destacou a necessidade de enfrentar as diferentes formas de violência contra as mulheres nos espaços universitários e institutos federais. Segundo ela, essas situações muitas vezes levam as mulheres a se retraírem e deixarem de ocupar espaços de participação e representação política, enfraquecendo a presença feminina em debates e lutas fundamentais para a categoria e para a sociedade.

Ao iniciar sua fala, Fernanda Melchionna elogiou a iniciativa da ASSUFRGS em promover atividades voltadas ao debate de pautas feministas e ao combate à violência contra as mulheres. A deputada também ressaltou a importância da greve da categoria para garantir o cumprimento integral do acordo firmado em 2024. Para ela, apesar das pressões internas e externas para impedir ou encerrar a mobilização sem conquistas concretas, é necessário manter a resistência e a organização coletiva. Nesse sentido, lembrou que momentos históricos marcados pelo avanço do nazismo, do fascismo e de outras formas de opressão só foram superados por meio da mobilização social.

Para Fernanda Melchionna, uma democracia mais representativa passa pela ampliação da participação das mulheres nos espaços de poder e decisão | Foto: Christofer Dalla Lana

Durante o debate, os(as) Técnico-Administrativos(as) em Educação (TAEs) presentes participaram ativamente, questionando a deputada sobre sua experiência pessoal diante da violência política de gênero, as perspectivas para o enfrentamento desse cenário, os desafios específicos na área da educação e das universidades, além das formas pelas quais os homens podem contribuir para essa luta.

Entre os temas abordados, esteve a realidade enfrentada por mulheres que ocupam cargos de poder e representação política. Fernanda destacou que elas frequentemente são interrompidas, questionadas ou têm suas opiniões desconsideradas, mesmo quando apresentam posicionamentos semelhantes aos de colegas homens, cujas falas costumam receber maior reconhecimento e legitimidade.

A deputada também enfatizou a importância da luta feminista para ampliar a presença das mulheres nos espaços de poder. Embora reconheça os desafios persistentes, apontou avanços conquistados ao longo das últimas décadas. Como exemplo, citou que expressões antes naturalizadas, como “em briga de homem e mulher não se mete a colher”, passaram a ser questionadas socialmente, demonstrando mudanças na forma como a violência de gênero é percebida e enfrentada.

Outro ponto debatido foi o crescimento de movimentos misóginos nas redes sociais, que têm atraído especialmente jovens e difundido conteúdos machistas. Para Fernanda, uma das medidas necessárias para enfrentar esse fenômeno é a regulamentação das plataformas digitais.

Ao falar sobre o papel dos homens no combate à violência de gênero, a deputada afirmou que a contribuição passa pelo compromisso efetivo com essa pauta, participando de atividades de conscientização, apoiando as lutas feministas e garantindo que as mulheres sejam ouvidas, respeitadas e tenham suas posições reconhecidas por seus próprios méritos.

Confira as fotos:

2026.06.18 -Ação de Greve  sobre Violência Política de Gênero

Confira alguns momentos do encontro: