AssufrgsGT AposentadosNotícia

1º de outubro: envelhecer com dignidade também é uma escolha política

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para destacar os direitos e a contribuição das pessoas idosas na sociedade

Neste 1º de outubro, Dia Internacional das Pessoas Idosas, o debate sobre envelhecimento ganha um significado especial em um momento em que o Brasil se prepara para as Eleições Gerais de 2026. No próximo domingo (04), milhões de brasileiras e brasileiros irão às urnas escolher representantes para os governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Presidência da República.

Para quem trabalha ou trabalhou no serviço público, as escolhas feitas nas urnas têm relação direta com questões que atravessam toda a vida funcional: previdência, aposentadoria, valorização dos serviços públicos, acesso à saúde, condições de trabalho e garantia de direitos.

As pessoas idosas são cidadãs e cidadãos que participam da sociedade, constroem suas comunidades e carregam experiências que ajudam a compreender as transformações pelas quais o país passou. Entre servidores/as técnicas/os administrativas/os em educação, essa história também está presente na trajetória de quem dedicou décadas à construção das universidades e dos institutos federais de ensino.

Por isso, discutir o envelhecimento é também discutir o país que queremos construir. As decisões tomadas hoje interferem nas condições de vida de quem já está aposentado, de quem se aproxima da aposentadoria e de quem ainda tem muitos anos de trabalho pela frente.

O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, já afirmou que “o pior do envelhecimento não são as rugas ou as dores, é perder a capacidade de se espantar e de lutar pelo que é justo”. Enquanto houver injustiças a enfrentar, permanece a necessidade de manter viva a capacidade de se indignar e lutar por mudanças. A própria trajetória de Mujica foi um exemplo disso, até o fim de sua vida.

Neste Dia Internacional das Pessoas Idosas, que antecede as eleições, a ASSUFRGS reafirma a importância de acompanhar as propostas, conhecer as posições das candidaturas e refletir sobre seus possíveis impactos para trabalhadores, aposentados e para os serviços públicos. O sindicato incentiva o exercício da cidadania de forma responsável e consciente, lembrando que o envelhecimento faz parte da trajetória de todos nós: para quem ainda não chegou lá, é apenas uma questão de tempo.