Caminhada “Quilombo Kédi Fica” denuncia ataques ao território e reforça a importância na defesa das comunidades quilombolas
Na semana passada, a ASSUFRGS realizou, em parceria com o Centro de História (CHIST) e a Frente Quilombola RS, a atividade de extensão Quilombo Kédi Fica. O Quilombo Kédi, localizado no bairro Boa Vista, em Porto Alegre, vem sofrendo ataques sistemáticos devido o avanço da especulação imobiliária e das ações que ameaçam a permanência das famílias no território. Durante a atividade, estudantes, trabalhadores, representantes de movimentos sociais e moradores da comunidade fizeram uma caminhada guiada pelo território para verem os impactos das intervenções promovidas pela família Zaffari e pela Prefeitura de Porto Alegre realizado ali.
O Coordenador Geral, Ítalo Guerreiro ressaltou a importância da solidariedade entre a classe trabalhadora e os povos historicamente oprimidos. “Nós nos enxergamos enquanto classe trabalhadora, e a classe trabalhadora precisa não estar só unida, mas exercer a solidariedade”, afirmou. Ítalo também destacou a importância de uma formação acadêmica comprometida com a transformação social e com a defesa dos territórios ameaçados. Segundo ele, atividades como a realizada no Quilombo Kédi contribuem para fortalecer uma visão crítica da história e do papel social da universidade.
A atividade também reforçou a necessidade de que o conhecimento produzido dentro das universidades públicas esteja a serviço da população trabalhadora e dos setores historicamente marginalizados da sociedade. Para os participantes, a defesa dos territórios quilombolas é parte da luta contra o racismo, pela preservação da memória e pela garantia do direito dos povos tradicionais à terra e à existência.
A participação da ASSUFRGS integrou as atividades de greve da categoria e reafirmou o compromisso do sindicato com a defesa dos direitos humanos, da universidade pública, dos territórios quilombolas!











