Notícia

Nota de solidariedade ao professor Guilherme Runge

A ASSUFRGS reafirma sua solidariedade ao professor Guilherme Runge, da Rede Municipal de Cachoeirinha e coordenador do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (SIMCA), que há mais de um ano é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que pode resultar em sua demissão.

O professor é acusado de incitação à prática de crime em razão de um poema escrito após denunciar práticas de racismo em sua escola. Intitulado “Corpos Negros na Encruzilhada Antirracista”, o texto traz a expressão “Fogo nos racistas”, amplamente utilizada no contexto da luta antirracista, que foi interpretada pela administração municipal como uma suposta indução ao crime.

Ao instaurar um PAD a partir dessa interpretação, a Prefeitura de Cachoeirinha inverte a lógica dos fatos e desloca o foco da denúncia de práticas racistas para a criminalização de quem as denuncia. Em vez de enfrentar o problema apontado pelo professor, busca puni-lo por sua manifestação, estabelecendo um grave precedente para trabalhadores e trabalhadoras que denunciam situações de discriminação e defendem uma sociedade livre do racismo.

Para o sindicato, trata-se também de um ataque à liberdade de expressão, à liberdade de produção artística e à organização sindical, uma vez que Guilherme Runge atua como dirigente do SIMCA. A utilização de um processo disciplinar para tentar punir um trabalhador por sua manifestação antirracista representa uma forma de perseguição que não pode ser naturalizada.

Não podemos deixar passar mais esse ataque à luta antirracista e sindical. A defesa do professor Guilherme Runge é também a defesa do direito de trabalhadores e trabalhadoras de denunciar o racismo, organizar-se coletivamente e se manifestar sem sofrer perseguições.

A ASSUFRGS se soma ao SIMCA e aos movimentos que defendem o professor Guilherme Runge e exige o arquivamento do processo.

Toda solidariedade ao professor Guilherme Runge! ARQUIVA PAD!