Assembleia Geral da ASSUFRGS aprova apoio a Lula no segundo turno
Em Assembleia Geral realizada no Salão Nobre da UFCSPA neste 08 de outubro de 2026, a categoria dos trabalhadores técnico-administrativos em educação (TAE) da UFRGS, UFCSPA e IFRS, base da ASSUFRGS, debateu a conjuntura política do país e definiu sua postura no segundo turno das eleições. Com a condução dos trabalhos realizada pelos coordenadores Italo Guerreiro, Maristela Piedade e Janine Viscardi, a plenária deliberou por aclamação um conjunto de ações de mobilização em defesa do serviço público, da democracia e dos direitos sociais.
A abertura da assembleia contou com uma saudação da estudante e coordenadora da UFCSPA, Ritieli Moura. Em sua fala, ressaltou a firmeza da mobilização estudantil mesmo diante de tentativas de silenciamento, como a derrubada de perfis em redes sociais. Relembrou o impacto da pandemia e do retorno da fome no governo Bolsonaro, reafirmando a importância da aliança entre estudantes e trabalhadores na defesa da educação pública e na sustentação da reeleição do presidente Lula.
Antes dos debates de conjuntura, foram apresentados informes administrativos. Entre eles, destacaram-se a readequação elétrica na Sede Campestre (com a desativação da subestação de alta tensão para agilizar a instalação do novo poste e relógio de luz) e atualizações no regimento da Colônia de Garopaba, que passou a permitir animais de estimação de pequeno porte na baixa temporada, exceto feriados, a partir de 2027, além da instituição da opção de taxa de limpeza para os apartamentos. Também foi citada a solidariedade da ASSUFRGS e comunidade da UFRGS, UFCSPA e IFRS aos estudantes e trabalhadores da UFPE, vitima de incêndio, possivelmente criminoso. O sindicato publicou nota sobre o ocorreido.
Debate da conjuntura e eleições
O debate de conjuntura concentrou-se na análise dos resultados do primeiro turno e no avanço das forças de extrema-direita na sociedade. As intervenções do plenário convergiram na avaliação de que o momento histórico exige posicionamento sem hesitação do sindicato. já qjue a neutralidade enfraqueceria a luta trabalhadora. Chegou-se ao consenso que a vitória de Lula representa a única alternativa capaz de preservar a democracia, o SUS, a autonomia universitária e os direitos dos servidores públicos e de toda a classe trabalhadora.
Diversos pontos centrais marcaram a discussão do plenário:
- Trabalho de Base e Ações de Rua: A disputa eleitoral não se resolve apenas nas redes sociais ou no dia da votação. Defendida a necessidade de ir às ruas, às praças, às portas de fábrica e aos bairros de periferia — especialmente onde a oposição obteve votações expressivas — para conversar diretamente com a população trabalhadora e os indecisos.
- Independência de Classe: A defesa do apoio eleitoral contra a extrema-direita não significa adesão acrítica ou abandono da autonomia do sindicato. Foi destacado que, seja qual for o resultado, a categoria deverá manter mobilização contra a reforma administrativa, o teto de gastos/arcabouço fiscal e políticas neoliberais, compreendendo que as conquistas da classe trabalhadora decorrem da luta contínua.
- Articulação Ampla: Apontada a urgência de engajar aposentados, mulheres e a juventude, articulando o sindicato com escolas de samba, coletivos culturais, agremiações e demais entidades do movimento social para amplificar a presença antifascista nos territórios.
Encaminhamentos Aprovados
- Publicação de manifesto oficial do sindicato reafirmando o apoio à candidatura de Lula e a convocação para derrotar o fascismo.
- Definir quatro dias de paralisação nas bases da UFRGS, UFCSPA e IFRS em defesa da democracia e das Instituições Federais de Ensino.
- Reativar a Comissão de Mobilização da ASSUFRGS para definir e apontar atividades.
- Adesão formal ao Comitê em Defesa da Democracia junto à comunidade acadêmica da UFRGS, UFCSPA e IFRS.
- Foram sugeridas ações de rua e comunicação, como: montagem de bancas de referência do sindicato nos campi; circulação de carros de som nas cidades com unidades do IFRS; produção e distribuição de materiais impressos informativos; e envio de mala direta para a base de aposentados e aposentadas filiados.
- Defesa e articulação de um grande ato público pela democracia em Porto Alegre.
- Convocação de assembleia específica para deliberar sobre a utilização de recursos do fundo de greve no financiamento das ações de mobilização.
