“Tesouraço” de Flávio Bolsonaro pode acabar com 2,2 milhões de empregos, alerta Dieese
O plano de corte de gastos de quase R$ 200 bilhões defendido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pode eliminar cerca de 2,2 milhões de empregos e reduzir o crescimento econômico do Brasil em 2027. A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em estudo divulgado nesta semana.
Na prática, o chamado “tesouraço” pode ter consequências que vão muito além das contas do governo. Segundo o Dieese, os cortes também provocariam uma redução de R$ 68,7 bilhões na massa salarial — o total de salários pagos aos trabalhadores — e diminuiriam a arrecadação de impostos em R$ 46,8 bilhões.
Mas como isso acontece?
Quando o governo corta gastos, menos recursos circulam na economia. Isso pode afetar a manutenção de serviços públicos, reduzir o consumo das famílias e prejudicar empresas, provocando demissões e diminuindo a arrecadação de impostos.
O estudo também aponta que a queda na arrecadação consumiria cerca de 40% da economia bruta prevista com os cortes. Ou seja, a própria redução da atividade econômica comprometeria parte do resultado fiscal pretendido.
Para a ASSUFRGS, atentar-se a essa discussão é fundamental, pois medidas de ajuste fiscal podem afetar empregos, salários, direitos sociais e a qualidade dos serviços públicos.
Por isso, é fundamental avaliar não apenas quanto o governo pretende economizar, mas quem vai pagar a conta dessas medidas. Para os trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos em educação (TAEs), propostas de cortes dessa magnitude representam riscos aos direitos da categoria e ao financiamento das universidades e instituições federais de ensino.
É também por essa razão que a ASSUFRGS defende o voto em Lula neste segundo turno. Em defesa da educação pública e dos serviços públicos de qualidade para toda a população, vote 13 neste domingo (25)!
