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Das ruas às urnas: mobilização popular elege Lula para o quarto mandato

Com a força dos trabalhadores e das trabalhadoras, ocupando as ruas e as redes, Luiz Inácio Lula da Silva, aos 80 anos, foi eleito para o seu quarto mandato como Presidente do Brasil. A reeleição histórica, conquistada de virada, foi marcada pelo intenso protagonismo da população, que seguirá mobilizada para cobrar suas pautas centrais: a ampliação dos direitos trabalhistas e das políticas sociais — com a devida valorização dos servidores públicos de áreas essenciais como educação e saúde —, a taxação das grandes fortunas e o fim do teto de gastos que asfixia o orçamento público. Caberá ao novo governo estruturar um mandato voltado às exigências que vêm das ruas, sem ceder à conciliação de classes nem às chantagens da elite e do mercado financeiro.

A ASSUFRGS esteve na linha de frente desse levante popular. O sindicato posicionou-se no segundo turno, chamando o voto em Lula, realizando mobilizações com a comunidade e convocando trabalhadores e estudantes da UFRGS, UFCSPA e IFRS para a luta. A exemplo do que ocorreu em 2022, as comunidades universitárias e dos Institutos Federais foram protagonistas decisivas neste segundo turno: a defesa da educação fez a diferença para impor mais uma derrota ao bolsonarismo. A atuação dos aposentados e pensionistas também foi fundamental. A ASSUFRGS articulou o GT Aposentados, enviou informes, alertou sobre a ameaça de corte de direitos e convocou os filiados mais experientes para a ação direta.

A confirmação da vitória foi oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08 do dia 25 de outubro de 2026. Ao encerrar o segundo turno com 64.256.232 votos, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou a maior votação já obtida por um candidato na história do país.

Fiel aos seus 75 anos de trajetória, a ASSUFRGS manterá sua postura de independência frente a qualquer governo, atuando na defesa firme da valorização dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino e de toda a classe trabalhadora. Essa postura autônoma — que nunca se reduziu ao corporativismo — nos levou a realizar a maior greve da nossa história em 2026, pleno ano eleitoral. A decisão provou-se acertada: foi a pressão da base social e trabalhadora que derrotou o fascismo, e foi com a força dessa greve que destravamos conquistas históricas, como a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a Aceleração para os Aposentados.

A ASSUFRGS nunca se omitiu: esteve e estará sempre pronta para cobrar os governos e defender a democracia brasileira!

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil