Plenária da Educação reúne comunidade universitária em defesa da democracia
Na segunda-feira, 26 de outubro, a comunidade da educação se reuniu no vão da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, para a Plenária da Educação em Defesa da Democracia. A atividade reuniu trabalhadores e trabalhadoras da educação, representantes de movimentos sociais e apoiadores da mobilização em torno de uma pauta fundamental: a defesa da democracia brasileira.
Realizada no contexto do segundo turno das eleições, a plenária destacou a importância da organização coletiva diante do avanço de forças políticas de extrema direita que colocam em dúvida a legitimidade dos processos eleitorais e alimentam discursos de desconfiança nas instituições democráticas.
O respeito à vontade popular, expressa pelo voto, é condição indispensável para a preservação das liberdades e dos direitos conquistados pela sociedade.
A memória dos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 também permanece como um alerta. O episódio demonstrou que a democracia não pode ser considerada uma conquista definitiva: precisa ser defendida diante de tentativas de ruptura institucional e de ataques à soberania popular. Essa defesa não se limita ao momento do voto, mas exige, todos os dias, o fortalecimento dos movimentos sociais e populares como frentes de resistência à presença da extrema direita nos espaços legislativos e às suas articulações para atacar os direitos da classe trabalhadora.
Nesse cenário, a Frente da Educação com Lula passa a se chamar Frente da Educação pela Democracia. A mudança reafirma que defender a democracia significa também garantir condições para que estudantes, docentes e técnicos-administrativos em educação participem da vida política e construam coletivamente os rumos da educação, em vez de serem meros sujeitos das vontades de governantes.
Em um momento decisivo para o país, ocupar os espaços públicos, organizar a resistência e defender o resultado das urnas são formas concretas de enfrentar o autoritarismo e preservar o direito do povo brasileiro de decidir seu próprio futuro. Um direito reafirmado pela escolha dos brasileiros nas urnas em 25 de outubro e que só será plenamente garantido com a continuidade da mobilização popular e a defesa permanente da democracia.
